domingo, 5 de agosto de 2018


Assisto em minha tv todos os dias
A programação do fim do mundo
Um mar de sangue jorrando
Por alguns trocados
O genocídio programado
Por aqueles que financiam a guerra
Enquanto uma pequena parte
Assiste inerte ao seu fim
Bonecos ditadores são eleitos democraticamente
Encenam uma cena dramática e caótica
Pelas telas de tvs e na mídia
Assistimos confortáveis em nossas poltronas
A guerra dos tronos na vida real
Estamos nos segundos finais de nossa extinção
O planeta pede socorro
Um grito no vácuo do universo
Sufocado por seus filhos. 

    ( Saulo de Oliveira Alves, 05/08/2018 )

domingo, 30 de julho de 2017

Apenas mais um turbilhão de emoções e sentimentos


Talvez o meu maior prazer seja te ver sofrer
Oh doce e podre animal racional
Quero ver você implorar
Quero ver você gritar de dor

Talvez o meu mais belo dia seja um triste
Oh doce solidão que me corrói
Oh doce morte que me espera
Queria que você sentisse isso

Talvez o meu maior prazer seja apenas te ver chorar
Queria ver você resmungar
Oh doce e simples humano frágil
Queria ver você sentir essa alegria

Talvez o meu maior medo seja apenas viver sem alegria
A alegria em te ver chorar
Oh resmungão que me atormenta
Queria te ver ter tanta tristeza

Talvez eu seja um animal à procura de uma presa
Talvez eu seja aquele que foi feito para rir
Talvez eu queria que você simplesmente desaparecesse 
Queria te ver alegre igual a mim

Queria que você sentisse isso
Essa alegria melancólica 
Essa tristeza surreal
Apenas mais um turbilhão de emoções e sentimentos


Quando olho através do muro
Tudo parece tão confuso
Tento fugir desta prisão
Antes de enlouquecer
Mas os muros são altos demais para mim
E ninguém mais poderia me ajudar
Estou sozinho e trancado aqui
Chove quase o tempo todo
São raros os dias de sol
As tempestades são constantes
Mas já nao tenho medo
Elas não podem me assustar

Eu só gostaria de fugir
Ter um lugar calmo para onde ir
Estou aqui ilhado
Cercado por aguas escuras e turbulentas
Talvez quem sabe
Você pudesse me resgatar
Estou perdendo as forças aos poucos

Já pulei vezes demais nesse mar escuro
Mas pode ser que uma hora não retorne
As ondas me levarão ao desconhecido
Para o abismo profundo de suas entranhas
Gostaria de ter com quem falar
Ao menos pela última vez
Dizer que não foi em vão
Mas não podia mais suportar
Estou cansado demais para isso
Para onde estarei indo esta noite
Não há lugar para quem se arrepende.

sábado, 22 de julho de 2017

A floresta das vozes

Andando sobre um abismo
Ouço vozes dentro de mim
Respiração ofegante
Uma alma esquecida

Uma voz me perturba
Vejo o sangue escorrendo
No horizonte
Uma pilha de corpos

Numa floresta escura
Vozes do além
Sob cadáveres
Puro sangue negro

Um rastro de morte
Um sorriso desvanecido
Um eclipse dos mortos
Pura putrefação ao meu redor

Sacrifícios para a morte
Algo inimaginável 
Crianças estripadas 
Arrancadas de suas mães

O som do choro
Sob a densa floresta
Corpos por todo lado
Sorrisos perturbadores

Faminto por memórias 
Veja o futuro se despedaçar
A morte sangrenta
Uma voz de desespero

Meu mundo continua a girar
Meu espirito desaparecendo
Vejo o meu fim
Escuto ela de novo

Memórias de uma mente
Um ser perturbado
Doce lembrança
Emoções descontroladas

Ouço a chuva
O sangue se dissipando 
Corpos aparecendo
Na floresta

Um abismo sem fim
Olhares famintos
Uma lua sangrenta
Corpos dilacerados 

O peso do desespero
Consome minha carne
Tomada por vozes
Minha mente se despedaça

terça-feira, 27 de junho de 2017

 Uma Oração Para o Natimorto (Gary Numan)

Então, eu orei
Mas você não estava escutando.
Estava fazendo milagres?

Então, eu implorei
Mas você estava longe.
Salvando almas, talvez?

Então, eu gritei
Mas ela era tão pequena
E você tem mundos para consertar

Então, ela morreu
E você estava glorioso
Mas em outro lugar

Se você é o meu pastor
Então eu estou perdido e ninguém pode me encontrar
Se você é meu salvador
Então eu estou morto e ninguém pode me ajudar
Se você é minha glória
Então eu estou doente e ninguém pode me curar
Se você ilumina minhas trevas
Então eu sou cego e ninguém pode me ver

Se você é meu pai
Então o amor está abandonado e sangrando
Se você é o meu conforto
Os pesadelos são reais e traiçoeiros
Se você é minha resposta
Então eu devo ter feito a pergunta errada
Eu cuspiria no seu céu
Se eu pudesse encontrar alguém em quem pudesse acreditar




 https://www.youtube.com/watch?v=9Ijwj1xOLYY

sábado, 24 de junho de 2017

A paranoia homicida

Andando pelas ruas
Perseguido por uma sombra
Vejo aquele que jurou morte à todos
Sinto seu desejo me possuindo

Andando nas entranhas da morte
Me sinto fraco perante ele
Seu desejo é maléfico 
E sua fome é gigante

No vale da agonia e do desespero
Na hora do sono ele vem
Vem me dizendo o que tenho que fazer
Dizendo que tenho que matar

Ouço seus gritos estridentes
Um chiado no meu ouvido
Suas palavras me conduzem
Para a mais pura hipnose maníaca 

No despertar do dia 
Olho para frente e o vejo
Parado em pé
Chamando pelo meu nome

Gritos noturnos de desespero
A agonia anda sobre mim
Uma voz rouca me diz
Que mais uma vida tem que chegar ao fim

Noites em claro
Noites com gritos e arranhões
Ele veio de novo
Para me perturbar

Sinto um ódio em mim
Algo que não consigo explicar
Pura hipnose
Já não sei mais o que é real

Andando pelas ruas de madrugada
Ele me segue feito um cão
Como se eu fosse algo pra ele
Uma simples ferramenta homicida

terça-feira, 20 de junho de 2017

A melancolia de um passado que me atormentava

Sinto um frio
Algo me tocou profundamente
Senti minhas memórias retornando
O passado estava me assombrando

Alguém sem memória
Tentando entender a razão da vida
Buscando compreender o amor
Enquanto sentia a morte tocar

Uma vida sem sentido
Deixada para trás no abismo da dúvida 
Fantasmas do passado tocam meu ombo
No doce canto da morte

Anos desperdiçados
Procurando entender a humanidade
Um ódio que cresce na alma
De uma memória abandonada por todos

Embarcado no navio da discórdia 
Guiado pelos mares do desespero
Minhas memórias retornavam
E meus pensamentos me controlavam

Noites sem dormir
Noites somente pensando no passado
Com uma arma na cabeça
Com um gatilho social 

Minhas memórias retornavam
O choro de desespero emanava da minha alma
Uma fraqueza me consumia
Apenas me fazendo perder tempo

Assisto em minha tv todos os dias A programação do fim do mundo Um mar de sangue jorrando Por alguns trocados O genocídio programa...